1988 a 1999 - Modas e Jabá

   Na década de 90 os grandes nomes da MPB ainda em atividade (Caetano, Gil, Gal, Bethânia, Mílton Nascimento, Chico Buarque) continuam seus trabalhos, porém começam a ter menor espaço na mídia. Do boom da geração rock da década de 80, só mantêm a mesma popularidade os grupos Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Engenheiros do Hawaii e Kid Abelha. As gravadoras acabam institucionalizando a prática do jabá (pagamento para inclusão de músicas em programação radiofônica, visando sucesso rápido), reservando dinheiro para promover as modas do "sertanejo", da Axé-Music e do pagode, que rapidamente se consomem e não empolgam a crítica. O sertanejo da década de se carcteriza como uma facção popularesca da música romântica, porém em rítmo de "country" americano, sem praticamente nenhuma vinculação com a música caipira brasileira, de artistas como Inezita Barroso, Pena Branca & Xavantinho ou Almir Sater. O pagode, da mesma forma, dilui o rítmo de samba num mar de letras românticas, levando uma avalanche de grupos às paradas de sucesso por dois ou três anos. Já o Axé Music, oriundo da Bahia, que inicialmente era um movimento de revigoração da música de carnaval da Bahia, e que apresentou ao Brasil artistas de peso como Margareth Menezes, Olodum e Daniela Mercury,  logo foi súper exposto e a fórmula também se esgotou.
    Sem o mesmo apoio das gravadoras, em Pernambuco acontece o movimento Mangue Beat, que revela o artista Chico Science, responsável pela mais interessante renovação acontecida na MPB na década de 90. Também surgem de forma individualizada artistas vindos de várias partes do Brasil, destacando-se Ed Motta, Arnaldo Antunes, Lenine, Paulinho Moska, Chico César, Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Otto e outros.
    Uma nova geração de cantoras de sucesso surge com o aparecimento de Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, Cássia Eller, Fernanda Abreu, Zélia Duncan, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Luciana Mello e Ana Carolina. Além destas, um grande número de cantoras passam a figurar na lista de melhores cantoras do Brasil, porém longe das paradas de sucesso, realizando seus trabalhos de forma alternativa e conquistando a crítica e público seleto: Suzana Salles, Vânia Abreu, Daúde, Belô Velloso, Mônica Salmaso, Cris Braun, Jussara Silveira, Rita Ribeiro, Virgínia Rodrigues, Simone Guimarães, Virgínia Rosa e Rebeca Matta. Também podemos citar Ithamara Koorax, Badi Assad, Luciana Souza, estas residindo no exterior.