1968 a 1977 - Depois da Tropicália

    Em 1967, Caetano Veloso e Gilberto Gil, cercados por Tom Zé, Gal Costa, Mutantes, Nara Leão, Rogério Duprat, Torquato Neto e Capinan, lançam o movimento Tropicalista, movimento poético de vanguarda que tinha como meta acabar com as divisões impostas pela MPB engajada de Elis Regina, Geraldo Vandré, Edu Lobo e Dori Caymmi, entre outros. O movimento buscava uma evolução da MPB à partir do ponto de onde João Gilberto tinha parado, estagnado com a geração pós-bossa, segundo Caetano e Gil. O movimento mesclava a Bossa-Nova com a Jovem Guarda e com a MPB tradicional pré-bossa, o seja, tudo que para a geração da década de 60 parecia diverso, era unificado pelos tropicalistas. O movimento foi muito criticado, porém se mostrou um divisor de águas, pois a partir daí foi que a música brasileira começou a se diversificar, aceitando os gêneros estrangeiros, como o rock, a soul music, blues e jazz, e mais tarde, disco music, ao mesmo tempo que resgatou o passado da MPB, ensejando o início das "releituras" dos grandes clássicos pré-bossa nova pelos intérpretes da MPB. A cantora Gal Costa, musa do movimento, foi de grande influência para as outras cantoras, a partir do momento em que, numa guinada de 180 graus, mudou seu estilo bossa novista de cantar influenciada pela cantora americana Janis Joplin, se tornando a mais importante cantora do período, a revolucionário do canto pós-tropicalismo, assim como foi João Gilberto (seu ídolo) na Bossa Nova.
    As principais cantoras que surgiram no período foram Joyce, Rita Lee, Baby Consuelo (ainda como membro do grupo Novos Baianos), Beth Carvalho, Simone, Alcione, Fafá de Belém, além do sucesso de Gal Costa, Elis Regina, Maria Bethânia e Clara Nunes, vindas do período anterior.