1957 a 1967 - Bossa Nova, Jovem Guarda e Festivais

    Começa em 1958 a segunda grande fase da MPB, com o surgimento da Bossa Nova, que modernizou definitivamente a MPB, se incorporando aos padrões estabelecidos pela geração de 30. Como principais criadores da bossa nova estavam os cantores João Gilberto e os compositores Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e toda uma geração de cantores. Várias cantoras do período anterior se envolveram com a bossa-nova, como Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Maysa, Claudette Soares, Elza Laranjeira, Lenita Bruno, Marisa Gata Mansa e, principalmente, Sílvia Telles, uma das mais importantes intérpretes do movimento. Entre as novatas reveladas com a bossa nova estão Alaíde Costa e Nara Leão.
     Paralelamente à Bossa Nova, quase que de encontro a ela, chega ao Brasil o fenômeno mundial do rock. Trazido pelo cinema e inaugurado por uma gravação da cantora de samba-canção Nora Ney, o Brasil teve como primeiro ídolo do rock a cantora Cely Campello, que entre os anos de 1958 e 1960 fez imenso sucesso, afastando-se em seguida para se casar. Porém deixou espaço aberto para a Jovem Guarda da década de 60, que lançou ao estrelato os cantores Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.
    Em meados da déca de 60 começa a Era dos Festivais de MPB, exibidos via TV para todo o Brasil, que seria o veículo de quase todas as novidades da música brasileira até o início da década de 70, e que revelou vário artistas, se destacando entre as cantoras Elis Regina, Nana Caymmi, Quarteto em Cy, Gal Costa e Marília Medalha.
    Além das já citadas se destacaram de forma individual, as cantoras Elza Soares, Clementina de Jesus, Leny Andrade, Maria Bethânia e Clara Nunes.
    Vindas de períodos anteriores, ainda se destacaram durante a década de 60 as cantoras Elizeth Cardoso, Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Maysa, Dóris Monteiro, e outras.